Jacuipense inicia Baianão com altos e baixos
A estreia do Jacuipense no Campeonato Baiano de 2017, neste domingo (29), no Estádio Metropolitano de Pituaçu, em Salvador, foi marcada por altos e baixos. Durante os 90 minutos a equipe jogou com personalidade, encarando a partida como se fosse o mandante do campo.
Por isso, o placar de 2×2 pode não ter refletido o que as duas equipes produziram em campo, mas acabou punindo quem errou mais. “Não fosse aquela bola” ou “não fosse a zaga”, um discurso comum de se ouvir do torcedor após os jogos, aplica-se ao caso deste domingo e com certeza explica por que o time não trouxe os três pontos para Riachão do Jacuipe.
Numa análise pelo todo, vimos beleza-jacuipeno Leão do Sisal uma equipe mais técnica, com melhor toque de bola, com mais variação de jogadas e mais chutes a gol. Esse conjunto de fatores foi o bastante para nos convencer de que os comandados do técnico Clebson Araújo (Beleza) deixaram escapar uma grande oportunidade de conseguir uma vitória para, nesta quarta-feira, enfrentar o Bahia com mais tranquilidade. Mas futebol teima em não ser uma ciência exata, permitindo, ao mesmo tempo, a contrariedade de alguns e a alegria de outros.
O segundo tempo começou como o primeiro, com o Atlântico assustando, agora através de Rogério Rios, aos três minutos, com um chute por cima do travessão, mas quase traiçoeiro. Depois disso, o Jacuipense assumiu as ações do jogo novamente e criou algumas oportunidades para marcar. Mas a virada veio aos 18 minutos, com Jeorge (foto), que recebeu um presente do zagueiro Uesles e tocou para as redes quase com o gol vazio. Na sequência, quem esperou o Leão recuar, viu um Atlântico atordoado, com cinco escanteios seguidos na sua área.
Enfim, o empate não foi de tudo um resultado ruim. Mas, diante das circunstâncias, para quem saiu atrás no marcador e conseguiu a virada, foi um castigo não ter segurado os três pontos. Deve fazer falta lá na frente, com certeza.
Avaliando a equipe por setor, gostamos do meio campo, com dois bons marcadores (Thiago Lima e Felipe Araripina), que sabem sair para o jogo. Na criação, Miller e Carlinhos deram o ritmo que toda equipe precisa, unindo velocidade e criatividade. E no ataque, o garoto Levi (foto ao lado) desponta como uma grande promessa, precisando apenas de mais uma atuação igual para mostrar que já é uma realidade. Quanto à defesa… Sinceramente, posso estar errado, pode ter sido falta de entrosamento, pode ter sido tudo, mas não senti confiança.
