MARINHO É ELEITO O MELHOR JOGADOR DA CONMEBOL LIBERTADORES 2020

O desfecho da final da Conmebol Libertadores 2020 não foi o que Marinho nem o torcedor santista imaginava. Apesar do revés de 1 a 0 sofrido para o Palmeiras, o craque da Vila teve seu mérito individual reconhecido e foi eleito o melhor jogador do torneio continental. Em eleição por voto popular, o atacante do Peixe desbancou Weverton e Rony, do Verdão, além de Soteldo, seu companheiro de time. Ao fim da partida, Marinho recebeu o prêmio - um anel com seu design inspirado no estádio do Maracanã, sede da decisão.

Ao longo da competição, Marinho disputou dez partidas e balançou as redes em quatro oportunidades - dois na fase de grupos e dois já na fase de mata-mata, diante de LDU e Grêmio. O atacante também deu uma assistência no torneio. Liderança técnica do Santos, o craque também se destacou nos duelos diante do Boca Juniors, pelas semifinais da Libertadores. Ao lado de Soteldo, Marinho foi primordial na campanha alvinegra em busca da América nesta temporada.

Após receber o anel como prêmio por seu desempenho na Libertadores, Marinho não repercutiu seu feito individual. Visivelmente emocionado após a derrota no Maracanã, o craque do Santos não conseguiu conter as lágrimas após ser eleito o melhor jogador da competição.

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  NOS ACRÉSCIMOS, COM MUITA EMOÇÃO, PALMEIRAS É CAMPEÃO DA LIBERTADORES 2020!

O Palmeiras é campeão da Libertadores da América pela segunda vez em sua história. O Verdão venceu o Santos por 1 a 0 no Maracanã neste sábado e comemora o bicampeonato sul-americano.

O jogo

Palmeiras e Santos fizeram um duelo que foi marcado em seu início pelo nervosismo dos dois times. Tanto o Verdão de Abel Ferreira quanto o Peixe de Cuca não tiveram oportunidades em uma primeira etapa marcada pelo jogo físico e muito truncado no meio-campo, com os dois times apostando todas suas fichas em contra-ataques e, principalmente, bola parada.

Do lado alviverde, Rony na escalação titular e muitas tentativas pelos lados do campo. O Palmeiras chutou mais no primeiro tempo, mas chutou mal e não finalizou nenhuma vez no gol. No meio-campo e na defesa, muito contato físico contra o veloz, mas fisicamente mais fraco time do Santos.

O Peixe apostou suas fichas na primeira etapa em Marinho, que foi muito bem marcado pelos zagueiros palmeirenses, muitas vezes na força física, e brilho pouco. O Santos não chegou muito e, assim como seu rival, terminou a primeira etapa sem assustar o goleiro adversário.

O segundo tempo também não foi dos melhores. O relógio marcava quase 30 minutos da segunda etapa quando o Santos fez um dos goleiros trabalhar pela primeira vez em chute de longe, na melhor chance de um dos times no tempo normal.

O calor e a tensão do jogo no Maracanã arrastaram uma segunda etapa brigada, com muito contato físico e que não agradou os torcedores de nenhum dos lados. Até que o clima pegou fogo nos acréscimos.

Após Cuca atrasar o jogo em levar entrada do lateral Marcos Rocha, o técnico santista foi expulso e não acompanhou o restante do jogo. O clima quente tomou conta dos jogadores em campo pela primeira vez a poucosminutos do fim. E esquentou mais ainda com o gol que decidiu a campanha alviverde.

Depois de cruzamento de Rony pela direita, Breno Lopes, cria da base alviverde, que havia feito seu primeiro gol profissional no meio da semana, fez o gol mais importante de sua carreira e decretou: Palmeiras bicampeão da América!

A campanha do bi

O Verdão começou a Libertadores feliz da vida ao ver seu grande rival Corinthians cair para o Guarani do Paraguai em duelo que, além de trazer uma piada para apimentar a rivalidade, evitou que os dois times se enfrentassem na primeira fase, dando ao Palmeiras um grupo relativamente tranquilo com os próprios paraguaios, além dos bolivianos do Bolívar e dos argentinos do Tigres.

O Verdão fez bonito e, como esperado, passou fácil pela primeira fase. Foram cinco vitórias e um empate, campanha invicta e que rendeu não apenas a liderança do grupo, mas a melhor campanha geral na Libertadores entre todas as equipes que disputaram a fase de grupos — empatado em pontos com o próprio Santos, que no entanto teve saldo de gols menor.

Nas oitavas de final o Palmeiras não tomou conhecimento do Delfín, do Equador, e após vencer por 3 a 1 fora de casa, deu show no Allianz Parque com goleada por 5 a 0 e vaga garantida nas quartas de final.

As quartas começaram mais apertadas, com empate em 1 a 1 fora da casa com o tradicional Libertad, do Paraguai. Na volta, no Allianz Parque, no entanto, mais uma vitória sem problemas por 3 a 0 e passe garantido para as semifinais.

O último passo antes da final trouxe o River Plate, da Argentina, e a lembrança de eliminar o rival na exata mesma fase na campanha do primeiro título, em 1999. Se as lembranças já eram boas, ficaram ainda melhores com o melhor jogo do Palmeiras sob o comando de Abel Ferreira. Vitória incontestável por 3 a 0 jogando na Argentina e vaga bem encaminhada para a final.

O jogo de volta, no entanto, guardava o momento de maior apreensão dos palmeirenses durante toda a campanha do bicampeonato. Derrota por 2 a 0 para os argentinos, a primeira na competição, em partida que ficou marcada por gols anulados, intervenções do VAR e muita garra dos jogadores palmeirenses nos momentos finais.

Vaga garantida, Santos pela frente e o resto é história. Assim o Palmeiras é bicampeão da América e agora se prepara para tentar ser campeão mundial.

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