BRASIL FICA NO EMPATE COM A VENEZUELA NA FONTE NOVA, EM SALVADOR
As vaias vieram novamente. Mas desta vez no segundo tempo. E não houve compensação para a torcida. O Brasil sofreu com a forte defesa da Venezuela e a tecnologia, teve dois gols anulados pelo VAR e ficou no 0 a 0 na noite desta terça-feira, na Fonte Nova, em Salvador, pela segunda rodada do Grupo A da Copa América. 

O resultado frustrou parte dos quase 40 mil torcedores que acompanharam o jogo em Salvador. Houve quem gritasse "olé" para os venezuelanos. Tite e companhia agora lutarão pelo primeiro lugar da chave com o Peru, no próximo sábado.

VAR

O Brasil balançou as redes duas vezes, celebrou os dois gols, mas saiu frustrado no final. Primeiro, marcou com Gabriel Jesus, aos 15 minutos da segunda etapa. Após um rebote da zaga venezuelana, Firmino recebeu, adiantado, aciona Jesus no meio, que completa para o gol. A arbitragem viu impedimento do camisa 20, mesmo que a bola tenha partido do adversário. 

No segundo gol, Coutinho finaliza da pequena área, e a bola pega em Firmino antes de entrar no gol. Novamente, o VAR se comunicou com o árbitro de campo e anulou o gol.

O Brasil não teve uma atuação tão ruim quanto a que apresentou no primeiro tempo no Morumbi, diante da Bolívia. Mas sofreu com a falta de criatividade. E testou a paciência dos quase 40 mil torcedores que foram à Fonte Nova. A Seleção finalizou 15 vezes, contra 6 da Venezuela. Criou cinco chances reais de gol. Nos minutos finais, parte da torcida vaiou os brasileiros e gritou "olé" para os venezuelanos. Outra parte repreendeu os irritados.

O público em Salvador foi de 39.622 pagantes, quase 10 mil a menos do que a capacidade da Fonte Nova para a Copa América (48.435). A renda foi de R$ 8.734.480,00.
MAIOR ARTILHEIRA DAS COPAS, MARTA CELEBRA FEITO: 'DEDICO ÀS MULHERES'
O triunfo do Brasil por 1 a 0 sobre a Itália, nesta terça-feira, classificou a seleção às oitavas de final o Mundial Feminino e também foi histórico para Marta. Ao converter cobrança de pênalti aos 28 minutos do segundo tempo, chegou aos 17 em diferentes edições da competição, se tornando a maior artilheira das Copas, com um a mais do que o alemão Miroslav Klose. 

"Muito feliz pela vitória principalmente. Quebrar recordes é algo que acontece naturalmente quando se dedica e se trabalha com amor. Dedico às mulheres. A gente representa todas elas e busca fazer o nosso melhor sempre", afirmou Marta, eleita seis vezes a melhor do mundo e que marcou pela segunda vez neste torneio - seu outro gol havia saído na derrota por 3 a 2 para a Austrália. 

Antes, Marta havia ficado de fora da estreia do Brasil no Mundial, a vitória por 3 a 0 sobre a Jamaica. Ainda sem estar nas melhores condições físicas, foi substituída durante a etapa final do confronto com a Itália, algo que também havia acontecido contra a Austrália, quando também havia conseguido um feito, se tornando a primeira atleta, entre homens e mulheres, a marcar em cinco edições diferentes da Copa. 

"Digo que a gente está quebrando muitas barreiras, e esse recorde representa bastante, porque não é só a jogadora Marta, mas as mulheres. Em um esporte que ainda é masculino para muitos, temos uma mulher como a maior artilheira das Copas. É para todas elas", acrescentou. 

Em uma chave bastante equilibrada, o Grupo C teve três seleções com seis pontos, sendo que o Brasil foi o terceiro colocado, ficando atrás, nos critérios de desempate, de Itália e Austrália O adversário da seleção nas oitavas de final ainda não está determinado, mas vai ser a Alemanha, no sábado, ou a França, no domingo. 

Independentemente do adversário, será uma seleção que avançou em primeiro lugar no seu grupo e com 100% de aproveitamento. Marta reconheceu que não será fácil para o Brasil derrotar o próximo rival, mas prometeu que a seleção estará pronta para o próximo desafio. 

"O nosso próximo adversário vai ser uma pedreira, mas a gente está preparada para tudo. Mas em um campeonato como esse a gente não pode escolher adversário. E estamos prontas para enfrentar qualquer adversária", concluiu.

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